
"Into The Wild", este é o filme dirigido por Sean Penn que nostalgicalmente rememora aquele sentimento do homem livre, homogeinizado à natureza e em seu sentido mais puro de integração, envolvimento e respeito.
De certo que para se viver como "Alexander Supertramp"(Emile Hirsch)percorreu o caminho de sua vida, exige radicalidade. E sob este aspecto me pergunto... Viver o quê? Na radicalidade das coisas, do pensamento? Ou na moderação das mesmas coisas e dos mesmos pensamentos?
Sem dúvida na radicalidade sempre há um preço a se pagar. Radical em seus conceitos significa se chocar em outros conceitos e quem sabe em outras radicalidades. Na moderação, no equilíbrio a tranquilidade ou talvez a pseudo tranquilidade.
Necessários foram alguns milhares de anos para o homem definitivamente tomar uma postura ante à natureza. Uma natureza que já não existe mais, já foi invadida, efusivamente envolvida com ideais de riqueza. Estamos preconizando uma nova era, do desenvolvimento sustentável, do reaproveitamento das matérias.
Não sabemos exatamente como serão os próximos cinquenta, cem anos. Numa análise crua, a natureza já se foi, e está à espera de sua regeneração. E isto não ocorrerá pela própria natureza mas na regeneração do próprio homem com o que é superior a ele. O enlace perfeito entre criatura, criação está no redescobrimento do homem com sua essência há muito perdida... O olhar simples, o abraço ao natural, a natureza cada vez mais distante da nossa realidade. Comprometidos estamos com aquilo que não temos e nem sabemos se queremos! Simplesmante são nos oferecidos coisas que pseudo achamos nos tornarão mais felizes, mais vistos ou mais não sei o quê.
Distanciamo-nos cada vez mais do que é essencialmente belo, essencialmente sublime... Da pureza do relacionamento entre o homem e os outros seres.
Sob o aspecto da arte, Benjamim Franklin diz que quando há a reprodução (industrial) há a perda da "aura", da originalidade. A natureza ainda está presente o que já se foi é a "aura" do homem, a primeira "aura". Ainda creio na restauração, ainda creio na regeneração e no reencontro do homem com sua primeira essência. Enquanto isto não ocorre, assistimos como seria o relacionamento "radical" do homem com a natureza por meio das artes.