terça-feira, 16 de junho de 2009

Acidentalmente Livres


Dia desses me pego pensando sobre o que é viver em uma sociedade coompreendidamente liberal? Em meio a este pensamento observei ícones culturais postulados como referências das pelo menos seis últimas décadas. Conceitos e palavras-chave que permearam e influenciaram o pensamento e o modo de agir em cada década.
A partir dos anos 50, era romântica, ainda assistimos a preocupação com o recato e com os bons modos, do zelo dos idosos. Surgem os rebeldes hollywoodianos como Elvis, James Dean. A forma subversiva de se viver e a liberdade antes reprimidas eclodem na década seguinte. Uma década marcada por guerras e revoluções. Os anos 60 conclusivamente narra a trajetória do homem livre. Movimentos por libertação, pela paz! Ainda que não sei saiba exatamente qual?
Vagueando pelo anos 70, são surtidos os efeitos pós-revolução. Período das "discous" pipocando, uma nova geração livre surgindo, frutos de um movimento digamos assim, pró-liberdade.
No Brasil, anos 80, a estilização do poder. Década em que literalmente assistimos por meio das novelas os que são e os que não são. O brega e o chic. Ombreiras que simbolicamente denotam o poder de classes sobre classes. Nos anos 90 inicia-se a era da individualidade. Novas tecnologias surgem, sobretudo da informação e do entretenimento que diluem progressivamente a capacidade do homem de simplesmente se relacionar.
Já no século 21, convivemos com a revolução teconológica e suas incríveis possibilidades. Possibilidades de estar e não estar, tocar e não sentir, ser e não ser. Como nos 50 nos pais ou avós eram presos a regras, tradições e costumes. Hoje o homem se prende não mais há hábitos humanos de relação mas hábitos humanos da relação entre o homem e a máquina. Um novo homem surge, o homem-máquina, o homem-cyber quase que que vazio sem o conjunto de tecnologias ao seu redor. São a sua vida, do que se alimenta e se consome e é consumido diariamente. Nela, nessas tecnologias são construídas a possibilidade ser alguém, ainda que não seja você realmente.
Expressar-se livremente, esta é a tônica do ato estar livre. Um mundo de "liberdades". Tanta liberdade que presidentes-sociólogos chamam apososentados de vagabundos. Outros que atropelam à 190 km. Empresários que sonegam e ainda outros que estão se lixando para minha ou sua opinião. São muitas as formas de liberdade que resultam em crimes sem castigo, porque sou "livre", dizer-se o que quer, porque há "liberdade".
Ocideltamente falando, vivemos num mundo de muitas "liberdades" adquiridas, ainda se indagando se somos acidentalmente livres ou cyber aprisionados? E somos livres, como diz um um certo poeta: "O que fazer com essa tal liberdade?".

Um comentário:

  1. Interessante reflexão. Pergunto-me o que virá na década seguinte. Qual será a resposta da humanidade em relação a isso.

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